Vik Muniz, Criatividade sem Limites.
- Samir

- 22 de jun. de 2021
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Vicente José de Oliveira Muniz, mais conhecido como Vik Muniz, nasceu em São Paulo no dia 20 de dezembro de 1961. Artista plástico brasileiro, fotógrafo e pintor, conhecido por usar materiais inusitados em suas obras, como lixo, açúcar e chocolate. Estudou Publicidade e Propaganda na FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado). Depois disso, resolveu focar nos estudos voltados para a produção de obras visuais. No início da década de 80 mudou-se para os Estados Unidos. Viveu durante um ano em Chicago e depois em Nova York, onde abriu um ateliê de arte. Ficou muito conhecido e suas obras foram apresentadas em diversos meios de comunicação, inclusive no conceituado jornal New York Times. Essas publicações foram essenciais para que o trabalho de Vik fosse reconhecido em outros lugares do mundo. A partir disso, museus muito conceituados contataram o artista.

Isso foi o começo de uma vida artística de sucesso que prevalece até hoje. Vik expôs suas obras em diversos museus o que o tornou cada vez mais renomado. Elas foram expostas no Brasil, Estados Unidos, Canadá, México, Austrália, dentre outros. Além disso, diversos museus de alguns países possuem acervos com suas obras, por exemplo, Minas Gerais, São Paulo, Los Angeles, Londres, Paris, Madri, Tóquio, Moscou, etc.
Em 1988, Vik Muniz começou a desenvolver trabalhos que faziam uso da percepção e representação de imagens usando diferentes técnicas, a partir de materiais como o açúcar, chocolate, catchup, gel para cabelo e lixo. Naquele mesmo ano, Vik Muniz criou desenhos de fotos que memorizou através da revista americana Life. Fotografou os desenhos e a partir de então, pintou as fotos para conferir um ar de realidade original. A série de desenhos foi denominada “The Best of Life”. Vik Muniz fez trabalhos inusitados, como a cópia da Mona Lisa de Leonardo da Vinci, usando manteiga de amendoim e geleia, como matéria prima.

Com calda de chocolate, pintou o retrato do pai da psicanálise, Sigmund Freud. Muniz também recriou muitos trabalhos do pintor francês Monet.

Em 2005, Vik lançou um livro denominado “Reflex - A Vik Muniz Primer”, contendo uma coleção de fotos de seus trabalhos já expostos. Uma de suas exposições mais comentadas foi denominada “Vik Muniz: Reflex”, realizada no University of South Florida Contemporary Art Museum, também exposta no Seattle Art Museum Contemporary e no Art Museum em Nova York. O processo de trabalho de Vik Muniz consiste em compor imagens com os materiais, normalmente perecíveis, sobre uma superfície e fotografá-las, resultando no produto final de sua produção. As fotografias de Vik fazem parte de acervos particulares e também de museus de Londres, Los Angeles, São Paulo e Minas Gerais.

Em 2010, foi produzido um documentário intitulado “Lixo Extraordinário” sobre o trabalho de Vik Muniz, com catadores de lixo de Duque de Caxias, cidade localizada na área metropolitana do Rio de Janeiro. A filmagem recebeu um prêmio no festival de Berlim na categoria Anistia Internacional e no Festival de Sundance.



O artista também se dedicou a fazer trabalhos de maior porte. Um deles foi uma série de Imagens das Nuvens, a partir da fumaça de um avião, e outras feitas na terra, a partir do lixo. No dia 7 de setembro de 2016, na abertura dos "Jogos Paraolímpicos Rio 2016", Vik Muniz, um dos diretores da cerimônia, criou uma obra de arte formada por peças de um quebra-cabeça que eram levadas por cada delegação, com o nome do país de um lado e a foto dos atletas do outro.


O coração não conhece limites.
Cada peça era colocada no centro do palco do Maracanã, e com a colocação da última peça, pelo artista, formou-se um enorme coração que começou a pulsar com o uso de projeção de luzes. A obra de arte fez referência ao conceito central da cerimônia resumido na frase: “O coração não conhece limites”. Outro trabalho a ser mencionado são os 37 mosaicos que decoram as paredes internas do novo trecho do metrô de Nova Iorque, que liga a Rua 72 à Segunda Avenida. Inaugurado em dezembro de 2016, a obra, que durou três anos para ser concluída, explora os diversos tipos de frequentadores do metrô de Nova Iorque.


Dois trabalhos que fazem de 37 mosaicos feitos no metrô de Nova Iorque.
Abaixo segue o documentário intitulado "Lixo Extraordinário", produzido em 2009. Do Jardim Gramacho, um dos maiores aterros sanitários do mundo - localizado na periferia de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, para as salas de exposição de arte e casas de leilões. A trajetória do lixo dispensado no aterro, matéria-prima para o trabalho do artista plástico Vik Muniz, é acompanhada nesse documentário Lixo Extraordinário, dirigido pela inglesa Lucy Walker, em parceria com os brasileiros João Jardim e Karen Harley.
Ao longo de dois anos, Vik Muniz frequentou o aterro sanitário do Jardim Gramacho a fim de fotografar um grupo de catadores de materiais recicláveis para retratá-los com sua arte. No entanto, foi surpreendido pelas histórias de seus personagens, pela dignidade, desespero e sonhos revelados quando instigados a imaginar suas vidas fora daquele ambiente.
Matéria espetacular, realmente Vik Muniz vai além da sua criatividade. O que você achou? Já conhecia esse artista e seus trabalhos? Já viu outra artista que buscar diversificar nos materiais para a produção de sua arte, como Vik Muniz? Deixe o seu comentário e até a próxima!




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