Curiosidades da Arte Egípcia que Talvez Você Desconheça
- Samir

- 15 de fev. de 2021
- 3 min de leitura
Atualizado: 17 de mar. de 2021
A Arte Egípcia exerce um fascínio sobre nós, seja pela sua cultura, pelas manifestações artísticas, pela arquitetura, o misticismo e a religiosidade. Reflexo disso são os inúmeros filmes e livros criados cuja a história tem como cenários principal o Egito. Alguns filmes encantam com a beleza das imagens vinda de uma produção que busca através de pesquisas históricas, deixar tudo, desde cenário, figurino, maquiagem o mais próximo do que foi de fato.
Quando mencionamos Arte Egípcia, estamos nos referindo sobre a Arte aplicada pela civilização do Antigo Egito, localizada no vale do Rio Nilo no Nordeste da África. Essa manifestação artística teve a sua supremacia na religião durante um longo período de tempo.

Esfinge com as pirâmides de Quéfren (esquerda) e Quéops na Necrópole de Gizé (ou Guiza),
o complexo de monumentos mais emblemático do Antigo Egito.
O Egito é organizado em impérios e os principais deles são:
· Império Antigo (2649-2180 a.C.);
· Império Médio (2040-1780 a.C.);
· Império Novo (1560-1070 a.C.).
A sociedade hierarquizada e teocrática, centralizada na figura do Faraó que era o líder mundano e espiritual. A religião ocupava toda a vida egípcia, explicava os fenômenos naturais, justificava as organizações sociais e políticas, além de oferecer a confortável ideia de vida após a morte ao povo. Nos períodos mais antigos da sociedade egípcia, toda a arte era voltada apenas para os deuses e para o Faraó, que era visto como um descendente dos deuses.
Arte Ligada aos Rituais de Morte

A pintura egípcia se desenvolveu no Império Antigo, não era permitido com que os artistas se expressassem, ela era totalmente voltada para a função religiosa e informativa. Para estabelecer um padrão entre os artistas as autoridades egípcias criaram regras como a “Lei da Frontalidade”. Essa regra determinava que toda representação bidimensional (desenho, pintura ou baixos relevos), tronco, ombros e olhos sempre de frente em relação ao observador; cabeça, pernas e pés sempre de perfil (de lado) em relação ao observador.
A intenção da representação bidimensional não era retratar de maneira realista o ser humano, mas sim deixar claro que aquele desenho ou pintura se tratava de um relato ou uma mensagem. Outra explicação para a “Lei da Frontalidade” era a falta de conhecimentos técnicos a respeito da pintura que impediam os egípcios de criar volumes convincentes, levando-os a buscar outros métodos de representação de partes do corpo como o nariz e os pés.
O desconhecimento de técnicas volumétricas também se apresenta na construção das paisagens da pintura egípcia, onde as figuras de maior importância assumem um tamanho maior, em relação aos outros personagens retratados, diferente dos padrões modernos estabelecidos pela perspectiva onde a figura maior é a que está mais perto do observador. Seguindo essa lógica, a figura do faraó e dos deuses eram as maiores retratadas em qualquer situação.

Com o passar do tempo, a sociedade egípcia sofreu várias invasões, e com isso foi sofrendo influencias por outros povos e a figura do Faraó tão grandemente representada por pinturas e gravações em baixo relevo, foi perdendo força, e com isso começou a flexibilizar o sistema tradicional da Lei da Frontalidade.
A escultura egípcia também era regida por uma série de regras no Império Antigo, mas elas não limitavam a autoridade criativa do escultor. A escultura tinha o intuito de representar o retratado em todas as suas características (tamanho, cor, etnia, posição social, etc.). O observador deveria reconhecer o personagem retratado de imediato, inicialmente por sua posição na sociedade.

Assim como a pintura, a escultura também sofreu mudanças com o passar do tempo e com novas influências, ganhando características mais simbólicas, geometrizadas e uma aparência mais rígida.
Embalsamamento ou mumificação, como também é chamado. Nesse processo os órgãos do cadáver eram retirados e o corpo era enterrado em um recipiente com uma espécie de sal, com o intuito de absorver toda a água do morto; após aproximadamente 70 dias o cadáver era retirado do sal e lavado, seu tronco era preenchido com palha, resinas e perfumes; para finalizar o processo o corpo era enrolado por uma bandagem de algodão embebido em betume e colocado em um caixão.

Como o povo egípcio tinha uma forte ligação com a religião e a vida após a morte, os rituais funerários sempre tiveram grande relevância no seu cotidiano. Desde os primeiros faraós eram construídas grandes tumbas que lembravam as casas em que moravam e posteriormente em pirâmides ou grandes templos mortuários

Necrópole de Gizé, onde estão localizadas as pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos
Data-se de 2630 a.C. a construção da primeira pirâmide de grande porte no Egito, foi realizada durante o império do rei Djoser na região da Saqqara, nas proximidades da antiga capital de Mênfis.
A Necrópole ou cidade dos mortos de Gizé é um complexo mortuário mais famoso do Egito, localizado a 25 km do centro da cidade do Cairo e corresponde a uma série de construções, entre elas, a Esfinge e as grandes pirâmides (como são popularmente conhecidas) construídas por Quéops, Quéfren e Miquerinos.




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