Construtivismo Russo
- Pedro Fontes

- 1 de jul. de 2021
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O construtivismo russo foi um movimento estético-político iniciado na Rússia a partir de 1919 e manteve-se ativo até 1934. O termo arte construtivista foi introduzido pela primeira vez por Malevich para descrever o trabalho de Rodchenko em 1917.
Foi marcado por uma série de disputas territoriais na Europa que levaram a um desenvolvimento bélico e à Primeira Guerra Mundial. Com a maioria dos homens na guerra, as mulheres foram para as indústrias. Enquanto isso, a fome se espalhava, acompanhada por baixíssimos salários e cargas horárias de trabalho excessivas.

A arte construtivista negava uma "arte pura“ (desvinculada da vida), procurava abolir a ideia de que a arte é um elemento especial da criação humana, separada do mundo cotidiano. Caracterizou-se pela utilização de elementos geométricos, cores primárias, fotomontagem e colagens, podendo até ser abstrato, e a utilização da tipografia sem serifa (pequenos traços e prolongamentos que ocorrem no fim das hastes das letras).
O construtivismo teve influência profunda na arte moderna e no design moderno e está inserido no contexto das vanguardas estéticas europeias do início do século XX. O movimento surgiu com a necessidade que os artistas tiveram em compreender e ajudar os proletariados (trabalhadores). Ele nasceu num pais muito industrializado, que tinha vivenciado a Primeira Guerra Mundial, e por esse motivo, vigoravam os ideias de paz e união.

O Construtivismo esteve muito ligado as ideias trabalhistas e ao Estado Operário ou Ditadura do Proletariado (visava manter a superioridade da classe operária). Até a época do construtivismo, nenhum movimento tinha sido tão influente numa realidade revolucionária, ou tinha apresentando o papel social da arte como uma questão política. A arte tornou-se um instrumento de transformação social que revolucionou a consciência do povo. Os construtivistas trabalhavam em festivais públicos, criação e distribuição de cartazes de rua para o governo Pós-Revolução de Outubro, o que mostra o seu papel político e social.
Um dos mais conhecido desses trabalhos pertence a El Lissitzky, e chama-se “Beat the Whites with Red Wedge” (1919) – Bata os Brancos com a Cunha Vermelha.
A arte construtivista inspirava-se na máquina e na industrialização e era utilizada com objetivos sociais e políticos. Vladimir Tatlin, um dos mais importantes artistas russos, defendia que a arte devia servir a revolução e fabricar coisas que pudessem servir o povo e o seu quotidiano. Defendia ainda que a pintura e a escultura deixassem de ter apenas uma função visual e passassem a ser funcionais, ou seja, uma cadeira é igual a uma escultura e uma escultura deve ser funcional como uma cadeira.

Os construtivistas evitavam utilizar os suportes e as técnicas tradicionais, como telas, tinta óleo e a pintura de cavalete. Inovaram radicalmente a propaganda publicitária, a colagem, a tipografia, a fotografia e a fotomontagem, presentes também na cerâmica, desenho têxtil, moda, cinema, teatro e outros.
Alexander Rodchenko (artista plástico, escultor, fotógrafo e designer gráfico);
- Alexander Vesnin (arquiteto);
- Dziga Vertov (cineasta, comentarista e jornalista);
- Ivan Leonidov (arquiteto);
- El Lissitzky (artistas, designer, fotógrafo, tipógrafo e arquiteto);
- Kazimir Malevich (pintor);
- Vladimir Tatlin (pintor, escultor e arquiteto).
Construtivismo Russo
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