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Vida e Sustentabilidade, 5 Artistas que Transformam Lixo em Arte

Atualizado: 12 de ago. de 2021



A arte tem um potencial provocador e muitos artistas a utilizam como ferramenta de ativismo, entre as correntes existentes temos como destaque o ativismo ambiental. Com a Arte Contemporânea, a produção artística reinventou suas fronteiras e começou a transitar em novos territórios, utilizando linguagens como performances e instalações. Conheça cinco artistas que produzem arte com reciclagem de maneira sustentável, transmitindo uma mensagem de consciência ambiental no dia-a-dia das pessoas.


Mierle Laderman Ukeles


Desde 1976, a feminista Mierle Laderman Ukeles é artista residente do Departamento de Saneamento da Cidade de Nova Iorque. Seu trabalho incorpora o diálogo e a participação da comunidade em torno de questões centradas na vida e na sustentabilidade.


Para ela, o lixo é arte. Ukeles focou suas energias criativas em uma série de projetos de longo prazo: Touch Sanitation (1978-1984), Flow City (1983-atual) e Fresh Kills Landfill and Sanitation Garage (1989-atual). Estes projetos fornecem pontos de acesso e informações para visitantes sobre questões de gestão de resíduos urbanos.



Wendy Osher


Esse projeto eco colaborativo conectou mulheres de todo o mundo, usando sacos de plástico como matéria-prima para fazer crochê em formato de mamas. Osher juntou os componentes para fabricar uma forma colorida, orgânica e atraente, para chamar a atenção às toxinas que escoam para águas internacionais. A obra se destina a aumentar a consciência social sobre a importância de corrigir a contaminação da água. Em conjunto, as mulheres apontam como sacos de plástico estão ligados ao veneno que vaza para a corrente sanguínea e afeta diretamente o leite materno das mulheres e o futuro das gerações vindouras.


Frans Krajcber


Krajcberg luta e grita contra o que chama de barbárie do homem contra o homem e do homem contra a natureza. “A minha vida é essa, gritar cada vez mais alto contra esse barbarismo que o homem pratica”. Ele faz da sua arte um grito de revolta ao transformar restos de troncos e galhos calcinados após queimadas em esculturas. “Quero que minhas obras sejam um reflexo das queimadas. Por isso, uso as mesmas cores: vermelho e preto, fogo e morte”.



O artista plástico denunciou as queimadas no Paraná, a exploração dos minérios em Minas Gerais e o desmatamento na Amazônia, defendeu as tartarugas de Nova Viçosa e se colocou na frente de um trator para evitar a construção de uma avenida na cidade. Sua militância em prol do meio ambiente foi de emocionar. Frans Krajcberg foi um artista que suscitou reflexões e diálogos com seus protestos. As ideias defendidas por suas obras viscerais continuam sendo importantes e necessárias em nossa sociedade.



“Quando eu vejo o material, eu vejo que ele vai gritar comigo, esse é o meu trabalho. Eu não posso ir na rua e começar a gritar, vão me botar na cadeia ou no hospital de doido”, explicava Krajcberg. O meio que o artista encontrou foi pegar esses pedaços que foram destruídos brutalmente, e com eles trabalhar, criar e lutar para que o ser humano reconhecesse que o planeta está doente.


Sayaka Gans


Sayaka Gans produz belas esculturas ecologicamente corretas, que reutilizam objetos no fim de sua vida útil. A artista conta que foi inspirada por crenças xintoístas japonesas que dizem que todos os objetos têm espíritos, e aqueles que são jogados fora “choram à noite dentro da lata de lixo”. Com esta imagem vívida em sua mente, ela começou a coletar materiais descartados, como utensílios de cozinha, óculos de sol, garrafas pet, eletrodomésticos e brinquedos, para incluí-los em suas obras de arte. Ao produzir sua arte com reciclagem, Ganz recupera e regenera os materiais em questão e propõe um consumo mais racional. A concepção de resíduo é uma criação humana, na natureza tudo é insumo de algo e dá continuidade ao ciclo. A obra de Ganz introduz mais uma chance de vida para esses materiais que seriam descartados, provavelmente de forma incorreta, e degradariam o planeta.



Eduardo Srur





O artista plástico realiza grandes intervenções urbanas que chamam a atenção de milhões de pessoas para a questão ambiental. A inserção de suas obras no cotidiano da cidade, faz com que os espectadores reflitam, mesmo que por um breve momento, sobre a necessidade de respeitar o meio ambiente. Srur transita entre a fotografia, escultura, vídeo, performance, instalações e intervenções urbanas. Suas obras são bem-humoradas, porém impactantes e com forte dimensão crítica. A interferência no cenário urbano dialoga com a questão ambiental e faz um importante alerta sobre os problemas vividos nas metrópoles, como o excesso de resíduos e a importância da reciclagem.


Conteúdo tirado do site Ecycle.



Vídeo sobre a Artista Plástica Sayaka Ganz


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